(Joana Motta)
O sino tocou.
Pela porta aberta de par em par,
apenas dois acólitos empunhando grandes sinetas,
que ecoaram na igreja,
acompanhavam o sacerdote que iria celebrar a missa.
Porquê só aqueles dois estavam presentes!?
Férias?
Calor sufocante?
O rapaz com uns anitos mais,
olhava de soslaio para a pequenita,
que muito séria, com as duas mãos bem firmes, abanava a sineta dourada,
e, toda ela balouçava também que nem badalo!
A celebração iniciou.
Os dois acólitos bem atentos desempenhavam suas funções.
No momento de serem lidas as leituras próprias desse domingo,
não foi o rapaz crescidote que levou até ao padre,
o enorme missal forrado de vermelho carmim.
Elevando com os seus bracitos orgulhosamente erguidos,
a menininha pôs a jeito o livro para ser lido.
Não sei como o conseguiu!?
Mas eu senti um bater de asas,
que desconfio seriam de dois bondosos anjos,
que na sua divina e não visível presença,
ajudaram a pequenita a cumprir sua missão!

Como disse Jesus uma vez: "Deixai vir as minhas criancinhas..."
ResponderEliminarnão tenho tempo
ResponderEliminarO que te vale Teresa é que eu sei porque ficaste sem o teu tempo...
ResponderEliminarTiveste que levar um neto ao barbeiro!
Estás perdoada...
uma vez perguntou-me no meu "cantinho" de onde vinha a minha imaginação poética. não sei bem, mas às vezes encho-me, fico a transbordar de algo dentro de mim e a palavras têm de sair... não sei explicar!
ResponderEliminarmas penso que da mesma forma que a maria do céu vê poesia nestes pequenos e bonitos episódios e escreve sobre eles, eu crio os meus...
acho que as palavras nos encontram e usam-nos para se espalhar no mundo. a mim e a si!
um beijinho muito grande*