(J.Mota)Era ali naquele riacho
que ele gostava de se isolar de todos e de tudo
entregava-se aos seus sonhos
simples e ingénuos
como criança doce.
O que era sombrio
problemático
deixava afundar e seguir no curso do riacho.
Ali na frescura da água e no som do seu cantar
por entre as pedras lavadas
olhar absorto pousado na cana
esperava que o cair da tarde
que vinha em silêncio
lhe matasse a saudade pungente
dos tempos passados
em que as perspectivas e os sentidos
o tinham enchido de ilusões!
Sim, era bom que a água do rio que lava as pedras, lavasse também as angústias e os sofrimentos já vividos!
ResponderEliminarmtcribeiro@gmail.com
Para mim é esse cantar da corrente que acalma e faz abafar os outros barulhos que arranham a vida...A espera pelo peixe. que não vai aparecer. é só para ter um pretexto, para deixar esse murmúrio macio, alizar a inquietação
ResponderEliminarbjs JM
Caramba Joana!
ResponderEliminarEu estava convencida que tinha algum jeito para escrever e afinal tu bateteste-me.
Que lindo comentário.
Parabéns.