domingo, 8 de março de 2009

bem pode esperar...

(J.Mota)



Era ali naquele riacho
que ele gostava de se isolar de todos e de tudo
entregava-se aos seus sonhos
simples e ingénuos
como criança doce.
O que era sombrio
problemático
deixava afundar e seguir no curso do riacho.
Ali na frescura da água e no som do seu cantar
por entre as pedras lavadas
olhar absorto pousado na cana
esperava que o cair da tarde
que vinha em silêncio
lhe matasse a saudade pungente
dos tempos passados
em que as perspectivas e os sentidos
o tinham enchido de ilusões!

3 comentários:

  1. Sim, era bom que a água do rio que lava as pedras, lavasse também as angústias e os sofrimentos já vividos!

    mtcribeiro@gmail.com

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  2. Para mim é esse cantar da corrente que acalma e faz abafar os outros barulhos que arranham a vida...A espera pelo peixe. que não vai aparecer. é só para ter um pretexto, para deixar esse murmúrio macio, alizar a inquietação
    bjs JM

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  3. Caramba Joana!
    Eu estava convencida que tinha algum jeito para escrever e afinal tu bateteste-me.
    Que lindo comentário.
    Parabéns.

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